Adiantei meu serviço e malhei mais cedo pra voltar pra casa e acompanhar todos os detalhes do jogo mais esperado do ano.
A festa foi bonita mas o jogo nem tanto. Todos (inclusive eu) acreditavam ser o Manchester ligeiramente favorito devido ao seu sistema defensivo mais sólido e aos desfalques importantes do Barça (Daniel Alves o principal deles).
Vou deixar os detalhes táticos para a análise completa que farei no site, mas vou adiantar algumas impressões. Os dois treinadores fizeram modificações no time, mesmo sem sair da sua característica original. Sir Ferguson escalou Park, Ronaldo e Rooney, com Giggs na ligação. Nada contra Giggs, pelo contrário, ainda é um grande jogador (apesar de não ser nem de perto o mesmo Giggs de 99), mas não considero esta a melhor formação do time, principalmente diante de um meio-campo absurdamente talentoso como o do Barça. Já Guardiola modificou o posicionamento dos seus atacantes, talvez pensando em explorar uma possível deficiência física de Rio Ferdinand, voltando de lesão. A modificação acabou dando certo por vias tortas, já que Eto'o jogando na direita foi o responsável pelo gol que desequilibrou o jogo.
A partir daí ficaram evidentes os problemas do Manchester, tanto táticos quanto psicológicos. Anderson, um dos melhores jogadores de meio-campo do mundo, a meu ver, fez uma partida muito ruim, devido ao nervosismo. Aí entrou a atuação ruim também do comandante inglês ao tirá-lo para a entrada de Tevez, deixando o meio-campo ainda mais vulnerável ao talento de Xavi e Iniesta. Apesar de dominar as ações em alguns momentos o Manchester jamais ameaçou verdadeiramente o título do Barça. Só após o segundo gol do Barça o chefe britânico corrigiu seu erro e sacou Giggs e colocou Scholes. Mas aí já era.
Título merecido, uma vitória do futebol mais vistoso, provando que um time pode dar espetáculo e ainda assim ser eficiente. Bom para o futebol.
quarta-feira, 27 de maio de 2009
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