É difícil dizer o que aconteceu com o Flamengo nessa Quarta-Feira trágica. Foi um papelão talvez pior que a do Botafogo contra o River no Monumental ano passado, pela Sul-Americana.
Acho que o aspecto tático fica diminuído numa situação dessas. A derrota passa muito por questões psicológicas. A soma da vantagem enorme que o time conseguiu no méxico com o título de Domingo no Rio acabou culminando em um time totalmente desconcentrado. Talvez um time reserva não tivesse perdido o jogo, justamente por estar mais atento.
O América é um time fraco, totalmente dependente de Cabañas, que é um ótimo jogador, mas longe de seus melhores dias. Só que mesmo um time fraco com esse é obrigado a aceitar um presente tão grande como o que foi dado ao Flamengo.
Também é preciso lembrar do fator sorte. No momento que o Flamengo era melhor no jogo, poderia ter feito um gol e nada disso teria acontecido. Um contraponto a todos os momentos de sorte que o rubro-negro teve sob o comando de Joel Santana.
É por causa de jogos assim que o futebol é tão apaixonante.
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